Quinta, 09 de Fevereiro de 2012

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Moção solidariedade com as mulheres e o povo do sahara ocidental*

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O povo do Sahara Ocidental é obrigado a viver dividido entre as zonas ocupadas por Marrocos e os acampamentos de refugiados na Argélia, apesar das Resoluções das Nações Unidas e do Conselho de Segurança da ONU que reconhecem o direito deste povo à autodeterminação e a exigência da realização de um referendo onde possam expressar-se sobre o seu futuro.

Nos territórios ocupados, o povo sarauí vive dias de humilhação, de terror, de repressão, de morte, às mãos dos governantes de Marrocos. Esta situação  tem-se agravado nos últimos meses com a prisão e tortura de numerosos activistas de direitos humanos sarauís.

Nos acampamentos de refugiados, em Tindouf (Argélia), vive o povo sarauí que há mais de 30 anos foi obrigado a fugir pelo deserto, violentamente perseguido, bombardeado, sofrendo todo o tipo de torturas e privações. Suportando condições de vida extremamente duras, vive da ajuda e cooperação internacionais, sem uma economia de auto-suficiência, dependendo para tudo do exterior. Não só a guerra travada mas também a própria organização dos acampamentos exigiu das mulheres sarauís uma presença mais forte e interventiva, com um lugar destacado na organização política e administrativa.

A questão do Sahara é um problema humanitário mas, fundamentalmente, um problema político que urge resolver para que este povo possa viver no seu território e construir um futuro em liberdade e independência.

O MDM, organização solidária com a luta das mulheres de todo o mundo por um futuro de paz e justiça, reunido no seu 8º Congresso, em Lisboa, nos dias 15 e 16 de Maio:

  • reitera o apoio à corajosa luta das mulheres e do povo sarauí, através da persistente denúncia, junto da opinião pública, da inaceitável e injusta situação vivida nos territórios ocupados e nos acampamentos no sul da Argélia;
  • exige o imediato cumprimento de todas as resoluções das Nações Unidas que reconhecem ao Sahara Ocidental o seu direito à autodeterminação e existência como país bem como a realização urgente do referendo há anos em preparação e persistentemente boicotado por Marrocos;
  • exorta a comunidade internacional a reconhecer a  República Árabe Sarauí Democrática (RASD) como Estado africano soberano e independente, tal como já fizeram cerca de 80 países do mundo;
  • reclama da União Europeia uma posição justa e imparcial nesta questão, pondo fim ao tratamento preferencial que o reino de Marrocos tem usufruído em termos económicos e políticos que branqueia a violência perpetrada nos territórios ocupados bem como a exploração dos recursos naturais do Sahara Ocidental.