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Fórum Social Mundial 15 anos: Unidade para enfrentar a crise e a ofensiva golpista na América Latina

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“Desafios foram apontados como a necessidade do FSM ter uma ação continuada, não se bastando ao evento em si, para enfrentar as investidas do imperialismo e a crise internacional, desenvolvendo uma agenda unificada, a exemplo do que aconteceu em 2003 com uma grande ação mundial, envolvendo milhões no mundo inteiro pela paz e contra a guerra.”

Por Liège Rocha*

 

Em Porto Alegre-RS-Brasil aconteceu o Fórum Social Temático 15 anos – balanço, desafios e perspectiva para um outro mundo possível, de 19 a 23 de janeiro de 2016, com participação de movimentos sociais de mais de 60 países das várias partes do mundo.
A diversidade das áreas de atuação foi uma marca desse fórum, ali estiveram presentes mulheres, homens, jovens e idosos, negros, índios, rurais e urbanos, militantes do movimento sindical, feminista, da luta contra o racismo, LGBT, ambientalista, economia solidária, dos artesãos, pela paz e contra a guerra, de solidariedade aos povos, dos catadores entre outros.

O FSTemático começou com uma belíssima marcha de abertura, contando com a participação de quase 20 mil pessoas que clamavam em defesa da democracia e contra o golpe no Brasil. Aqueles que não veem mais sentido nos FSM, que consideram não ser esse um espaço onde devemos investir nossas energias, com certeza estão revendo suas opiniões e pensando o quão foi marcante a presença aguerrida de diversos segmentos dos movimentos sociais nos mais variados espaços de debates.
Nas Mesas de Convergências onde aconteciam as discussões sobre grandes temas da atualidade, tais como “Democracia e Desenvolvimento em Tempos de Golpismo e Crise”, “Imperialismo em crise ameaça os povos com guerras e agressões” e “América Latina - Resistências e alternativas em defesa da democracia e das conquistas contra a ofensiva imperialista”, reuniam mais de 1000 pessoas atentas e vibrantes, a todo instante puxando palavras de ordem.

Na discussão sobre o futuro do FSM ficou evidente que este continua sendo espaço importante de articulação dos movimentos sociais de todas as partes do mundo, respeitando a diversidade e dando visibilidade as mais variadas áreas de atuação. Foi reafirmado que nas cidades onde tem acontecido os FSM o movimento social sai do processo fortalecido e mais estimulado para continuar lutando por um outro mundo possível
Desafios foram apontados como a necessidade do FSM ter uma ação continuada, não se bastando ao evento em si, para enfrentar as investidas do imperialismo e a crise internacional, desenvolvendo uma agenda unificada, a exemplo do que aconteceu em 2003 com uma grande ação mundial, envolvendo milhões no mundo inteiro pela paz e contra a guerra. Outro desafio apontado é romper a barreira da comunicação, pois é inadmissível que um evento que reúne milhares de pessoas, enfocando temas da atualidade não chegue ao conhecimento da população.

A Assembleia dos Movimentos Sociais é um momento ímpar no FSM, quando é reafirmada a necessidade da união de forças para avançar na luta contra o imperialismo e o conservadorismo, em defesa da democracia e de um mundo melhor, onde não haja opressão de qualquer espécie.
Está colocado na ordem do dia avançar no processo fórum em nosso país na perspectiva da retomada do Fórum Social Brasileiro, assim como para fortalecer a integração regional e enfrentar as investidas imperialistas em nosso continente reeditar o Fórum Social das Américas.
Com certeza outro mundo é possível e continuamos perseguindo esse objetivo.

*Liège Rocha é Diretora da Federação Democrática Internacional das Mulheres (FDIM), Coordenadora Nacional de Relações Internacionais da União Brasileira de Mulheres (UBM) e Secretária Nacional da Mulher/PCdoB.

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