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Última atualização: 19/05/2007

 
 

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Minas Gerais
Criada a UBM Minas Gerais

A criação e instalação da Seção Minas Gerais da União Brasileira de Mulheres (UBM) foram efetivadas na tarde e noite de ontem (dia 9) na Assembléia Legislativa, quando mais de 150 pessoas participaram da etapa estadual do VII Congresso Nacional da entidade. Na ocasião, foram discutidas as principais demandas das mulheres e escolhidas as delegadas de 14 cidades que irão representar o Estado no encontro nacional da UBM. As delegadas são de Belo Horizonte, Ouro Branco, Montes Claros, Betim, Pirapora, Pedro Leopoldo, Cataguases, Contagem, Mariana, Coração de Jesus, Uberaba, Juiz de Fora, Viçosa e Divinópolis.

Presidente-fundadora do Movimento Popular da Mulher de Belo Horizonte e primeira presidente da União Brasileira de Mulheres, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) arrancou aplausos das presentes ao falar do invisível trabalho de organização do evento, da generosidade das mulheres que se desdobram por um objetivo, como o de criar e instalar a UBM no Estado. Uma entidade que tem o propósito de articular e organizar as diferentes lutas das mulheres em Minas.

Depois de um breve histórico do movimento de mulheres, das conquistas verificadas durante o governo Lula, ela enumerou os principais desafios a serem enfrentados. São eles: a construção de um país auto-suficiente com um projeto que integre a mulher à luta do povo, levando-se em conta questões prioritárias como salário e geração de emprego e a incorporação da mulher na política. E ainda, a organização em instituições representativas e articuladas para o enfrentamento e superação dos problemas; o acesso à informação e o aprofundamento dos avanços contra a discriminação e opressão de gênero, raça e etnia, como forma de emancipação.

Em seu pronunciamento, Jô Moraes defendeu, ainda, a viabilização de uma espécie de Programa de Aceleração do Crescimento – um PAC Feminino para atender as demandas específicas das mulheres. Já a titular da Coordenadoria Estadual das Mulheres, Virgília Rosa centrou sua fala na necessidade de a mulher se preparar para ocupar o espaço de poder na política, hoje eminentemente masculino. Assunto que também pautou o pronunciamento da presidente do Conselho Estadual da Mulher, professora Carmem Rocha. No mesmo tom, a deputada estadual Maria Lúcia Mendonça defendeu a ampliação da participação feminina nas casas legislativas, lembrando que na Assembléia Legislativa de Minas Gerais são apenas 7 mulheres contra 70 homens.

Superação
Rita Sueli, membro da Coordenadoria Estadual do Negro e dos conselhos de Saúde de Segurança Alimentar de Cataguases emocionou os participantes do congresso com seu depoimento de vida e de superação. Ela revelou que era chamada de “macaca” por colegas da escola onde estudou, no início da década de 70. “Eu era a única negra da instituição e os colegas imitavam macacos e se referiam a mim como ‘a macaca’. Tudo de errado que acontecida era imputado a mim. Mesmo assim não desisti, estudava muito e conseguia as melhores notas. Acho que por isso, a professora interferiu a meu favor em várias situações. Foi muito triste, sofri muito com a discriminação, mas superei”, disse, reiterando a demanda de contingente de participantes não só por políticas específicas para negros, quando de mudanças de comportamento e de auto-valorização, a partir da família, expandindo-se para a comunidade.


 

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