15/4/2004
Campanha pela Valorização do
Trabalho das Mulheres

O ano de 2004 deve ser o ano da retomada do crescimento econômico, com
distribuição de renda e valorização do trabalho.
As mulheres que também jogaram um papel importante na mudança política
do Brasil continuam firmes e dispostas a lutarem para que o governo
LULA dê certo. Estarão presentes em todas as lutas em defesa do
Brasil, da sua soberania e do seu desenvolvimento nacional, na
manutenção e na ampliação da democracia e dos direitos conquistados.
Vivemos uma realidade onde o desemprego e subemprego atingem níveis
recordes, a violência alcançou índices elevados, na economia
prioriza-se o superávit primário e o investimentos financeiros ao
invés do investimento nas áreas produtivas. Nesse quadro as mulheres
são as mais atingidas. Apesar de representarem mais de 40,3% da
população economicamente ativa, sendo que 56,6% estão no setor de
serviços. Recebem 31% a menos que o salário dos homens, mesmo tendo um
nível de escolaridade superior ao deles. São as mulheres as mais
atingidas pelo trabalho precário e estão mais sujeitas ao trabalho
temporário, 54% das que trabalham não tem carteira assinada. Ainda
permanecem nos guetos profissionais e muitas vezes não têm acesso aos
cargos de direção. O IBGE aponta no último censo que as mulheres
chefiam 1/3 das famílias brasileiras. Destas chefes de família 20% são
analfabetas, 39,8% tem mais de 65 anos, enquanto que 27,4% tem entre
15 e 19 anos e são mães solteiras.
A mulher brasileira conquistou espaços na nossa sociedade, no entanto,
permanecem desigualdades que precisam ser superadas.
A UBM – União Brasileira de Mulheres – entidade que luta pela
emancipação das mulheres e por um mundo de igualdade contra toda a
opressão, frente a esta realidade, lança para 2004 a campanha pela
VALORIZAÇÃO DO TRABALHO DAS MULHERES.
Para atingir o objetivo da
valorização do trabalho é indispensável:
1 - o desenvolvimento econômico nacional, voltado para o mercado
interno, com distribuição de renda e riqueza e a melhoria do bem estar
das mulheres e de todo povo brasileiro;
2 – lutar contra o desemprego – participando também da campanha pela
redução da jornada de trabalho sem redução do salário e sem
flexibilização laboral;
3 – lutar pelo aumento do salário mínimo e contra as desigualdades
salariais que são constantes na vida das mulheres, pela aplicação da
convenção 100 da OIT – salário igual para trabalho de igual valor;
4 – lutar contra a precarização e flexibilização com a retirada de
direitos trabalhistas já conquistados bem como contra o trabalho
informal;
5 – lutar para que o trabalho no âmbito doméstico e familiar seja um
trabalho compartilhado e de responsabilidade também do Estado para que
através de políticas públicas não seja uma dupla jornada de trabalho
para as mulheres;
6 – lutar pela melhoria das condições de trabalho;
7 - participar da campanha do primeiro emprego também para a mulher
jovem.
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