Considerando o histórico de luta do movimento
juvenil, que esteve presente nas diversas lutas libertárias da
humanidade e do Brasil como a luta pelo fim da escravidão, pelo
fim da ditadura, pelas eleições diretas, o fora Collor entre
outras, e ainda que este movimento atualmente joga papel
fundamental na transformação da sociedade brasileira, lutando
pela superação do sistema capitalista, combatendo a política
neoliberal que no plano nacional passa pela reorientação da
política econômica do governo Lula, para que se consolide em
nosso país um governo democrático que realmente simbolize a
esperança do povo.
Estas características atestam o caráter de luta
do movimento juvenil no sentido de implementar concretamente as
mudanças em nosso país, rumo à construção de um Brasil e um
mundo mais justos, igualitários e livres de toda forma de
opressão e exploração.
A União da Juventude Socialista, forjada na luta
dos jovens brasileiros, homens e mulheres, é hoje a maior
entidade organizada da juventude do Brasil, portanto, tem que
assumir seu caráter de vanguarda organizando as jovens lutadoras
inseridas em todos os segmentos do movimento juvenil. A UJS está
a altura de contribuir com o debate da emancipação feminina e
articulada com a União Brasileira de Mulheres, entidade que tem
maior acúmulo teórico na construção do feminismo
emancipacionista, devem juntas significar o cimento da unidade
entre o movimento feminista e o movimento de juventude.
É necessário massificar na UJS e nos espaços de
sua atuação, uma consciência de que a defesa de uma sociedade
socialista não se dará apartada da luta pela emancipação
feminina, no sentido de entender que no atual estágio da luta ,
o processo imposto pelo modelo neoliberal globalizador aumenta
violência e afeta diretamente as jovens mulheres, sobretudo
quando consideramos manifestações como a valorização da
publicidade sexista, a vulnerabilidade de condições a que são
submetidas as mulheres negras, os dados do tráfico de mulheres,
o rosto feminino da pobreza e os indicadores da saúde da mulher
no Brasil.
É por esse trilho que compreendemos a
necessidade de ampliar os espaços de diálogo e discussão entre a
juventude e o movimento feminista e da criação de um instrumento
para a concretização da formulação de uma política feminista de
juventude de matriz emancipacionista.
Para tanto é essencial a formação imediata do
coletivo de jovens mulheres da UBM articulado com a UJS, este
coletivo, que de hoje em diante levará o nome da lutadora
feminista Loreta Valadares, serve à luta cotidiana de promover
novas idéias e desnaturalizar as desigualdades, para garantirmos
o sucesso da luta pela emancipação das mulheres , para
superarmos o capitalismo, para implantar o socialismo no Brasil.
CONSTRUIR O SOCIALISMO, ACABAR COM TODA
OPRESSÃO!
Coletivo de jovens mulheres UBM/UJS, constituído
no Seminário da UBM, em 15 de maio de 2005- São Paulo.