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NOTA
28 de setembro - Dia de Luta Pela Descriminalização e Legalização do Aborto

No Brasil, o aborto ainda continua sendo uma das violações de direitos de cidadania das mulheres. A ilegalidade do aborto continua matando milhares de mulheres e condenando outras a sequelas de abortos realizados em condições adversas e de risco a saúde.

O aborto constitui um problema de saúde pública e de justiça social. Sabemos que as mulheres penalizadas pela sua ilegalidade são mulheres de baixa renda e que têm dificuldades de acesso a informação de como planejar seus filhos, têm dificuldades de acesso aos métodos contraceptivos, aos serviços de saúde, vivem em condições de subemprego e desemprego, que possui outros filhos e que muitas vezes arcam solitariamente com esta maternidade.

Cresce o número de adolescentes que engravidam, cresce o número de mulheres que são chefes de família, a violência doméstica assola milhares de lares brasileiros, 60% da violência contra a mulher ocorre no lar, o lugar da proteção passa a ser o lugar da violência. As mulheres negras recebem os menores salários entre todos os trabalhadores brasileiros.

Essa realidade é o contexto social e o cenário onde ocorrem os abortos em nosso país e que devem ser levados em conta antes de se julgar ou penalizar essas mulheres, seja pela sociedade ou pela lei.

As mulheres abortam por motivos diferentes que vão desde a violência sexual, passando pela falta de condições de arcar com mais um filho até o direito a decidir sobre uma gravidez não desejada.

A UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES entende que o aborto deve ser um direito de cidadania feminina e uma opção da mulher. Cabe ao estado garantir esse direito. Cabe a sociedade respeitar esse direito.

Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legar e Seguro.

Campanha 28 de Setembro pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe.

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