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XIV CONGRESSO DA FEDERAÇÃO
DEMOCRÁTICA INTERNACIONAL DE MULHERES (FDIM) - Marco da Luta
anti-imperialista, pela Paz e pelos Direitos das Mulheres de todo
o Mundo
A União Brasileira de Mulheres/UBM, é uma das
três entidades Brasileiras filiadas á FDIM e participou de seu XIV
Congresso no período de 9 a 13 de abril/07, em Caracas, com uma
delegação de 9 companheiras. Delegadas: Liége Rocha, Eline Jonas,
Lúcia Rincón e Raimunda Leone, e, como convidadas: Olívia Santana,
Elza Maria, Ana Rocha, Amanda Lemos e Dilcéa Quintela.
Neste período aconteceu o encontro das mulheres jovens inaugurando
um novo momento na articulação Internacional da FDIM e
paralelamente um encontro de mulheres parlamentares.
No dia 9 de abril, sob a égide do tema “Por un mundo de Paz -
Mujeres en Lucha”, deu-se a abertura do XIV Congresso da FDIM,
com a presença do Vice-Presidente da República, Jorge Luiz
Rodriguez, da Presidenta do INAMUJER (Instituto Nacional de la
Mujer, da Venezuela) e de outras autoridades. A cerimônia foi
animada pela apresentação de cantoras e grupos musicais da
Venezuela, multiplicando a alegria e o entusiasmo das quase mil
delegadas e convidadas vindas de 91 países.
A programação incluiu a realização de 10 grupos de trabalho, que
abordaram os seguintes temas: impactos do neoliberalismo na vida
das mulheres; a luta contra o terrorismo de Estado e pela
independência nacional; as mulheres, o poder e a tomada de decisão
política; feminismo e a questão de gênero; além de questões
relativas a trabalho, saúde, educação e violência contra a
mulher. Mas o grande fator de unificação foi a solidariedade na
luta anti-imperialista e pela paz mundial.
Em meio a muitas intervenções da plenária, foi destacada a
intervenção feita por nossa companheira Olivia Santana, elogiando
a realização grandiosa do evento, o papel do Presidente Chávez e
o esforço para a construção de um mundo novo, ao mesmo tempo que
procurou chamar atenção para a condição dos negros, que aportaram
no continente americano, ao longo dos séculos, como simples
mercadorias, enfatizando a importância de receberem um tratamento
substantivo por parte da FDIM. Afirmou ainda sobre a necessidade
do entrelaçamento das lutas pelas questões específicas das
mulheres com a luta anti-imperialista e pelo Socialismo.
Na tarde de 11 de
abril, ocorreu o Encontro com o presidente Hugo Chávez no Teatro
Tereza Carreño, que fez um pronunciamento saudando as presentes
destacando que “o mundo é injusto com as mulheres, e eu sou
inimigo número um do machismo e amigo das mulheres”. Durante sua
fala, dialogou diretamente com a plenária, e com lideranças de
vários paises usaram a palavra, entre elas, com destaque as dos
paises da África. A estas, respondeu Chávez: “Nós amamos a mãe
África, precisamos recuperar nossa cultura, somos uma mistura da
África, da Ásia, mas os impérios quiseram apagar nossos povos e
nossa história!”. Dentre as falas da plenária, destacaram-se as
de representantes da Palestina, da Índia, da Grécia, de Cuba, dos
Estados Unidos, do Peru e do Movimento argentino das Mães da
Praça de Maio, que receberam efusivos abraços do Presidente.
Houveram momentos
de muita emoção e reforço ideológico da luta anti-imperialista e
de apoio aos setores marginalizados. As mulheres venezuelanas
ousam, com entusiasmo, o projeto de construção de uma nova
sociedade – o socialismo bolivariano. Na Venezuela, as mulheres
ocupam 50% dos cargos do governo, medida adotada por Chávez,
inclusive a eleição de uma mulher para a presidência da Assembléia
parlamentar.
A plenária de
encerramento do Congresso aprovou as propostas dos diferentes
grupos temáticos e a Carta da Venezuela. Foi também discutido e
aprovado o novo Estatuto da FDIM, tendo sido reeleita a Presidenta
Márcia Campos e cinco vice-presidentas das 5 regiões do planeta.
Como indicativo
geral, o XIV Congresso apontou a necessidade de uma maior
articulação intercontinental para responder os desafios impostos
pelo novo momento histórico em que vivemos. Indicou também ações
para garantir maior visibilidade e fortalecimento da FDIM, criada
em 1º de Dezembro de 1945, no sentido de ampliar a luta
internacionalista das mulheres para a construção do Socialismo.
No dia 13 de
abril foi realizada a Marcha das Mulheres pela Paz, atividade que
se incorporou à manifestação popular do “Fora, Bush!”, reafirmando
a luta pelo Socialismo e pela paz mundial.
Clique aqui para ler a Declaração de Caracas (em espanhol)
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