A expectativa de vida das mulheres negras é inferior a das mulheres brancas, pois há um potencial das discriminações sobre o bem-estar/saúde, mal-estar/doença. E, como a mulher negra está na interseção das discriminações raciais, de gênero e de classe social, torna-se maior o risco de não ver respeitada a sua identidade pessoal, seu auto-conceito e auto-estima. Desta forma, ações de saúde de combate à discriminação e exclusão no que se refere à mulher negra devem ser desenvolvidas integralmente sem desconsiderar as questões de gênero e as relações políticas.
Diante deste contexto, a UBM entende que é importante realizar ações que venham contribuir com a humanização do atendimento à mulher negra. Atuar junto aos profissionais da saúde, as mulheres negras e lideranças de movimentos feministas para que reivindiquem, junto aos órgãos competentes, ações de combate a discriminação no atendimento a saúde da mulher negra.
Saiba Mais – Visando o fortalecimento do combate a discriminação no atendimento à saúde da mulher negra, o projeto, que é realizado em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), ocorre nas cidades de São Paulo/ SP e Guarulhos/ SP e envolve mulheres de vários segmentos representativos dos movimentos populares de São Paulo.
Assim como o projeto “Fortalecimento e Controle Social dos Direitos da Gestante a um Parto Seguro”, também promove seminários para mulheres de diferentes segmentos sociais (jovem, negra, sindicalista, GLBT, religiosa, dentre outras) com o objetivo de dar visibilidade à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, além de ampliar o exercício do controle social.
Coordenado por Lia Rocha e Ana Celia, o projeto teve início neste segundo semestre de 2011. No momento está sendo formada a equipe de colaboradores que vão entrevistar os usuários e profissionais na área da saúde . O projeto conta com o apoio da SEPPIR e encontra-se em fase de aplicação dos questionários.
Mulher mais política, mais poder

