Quinta, 09 de Fevereiro de 2012

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Mulher mais política, mais poder

Projeto “Combate a discriminação e exclusão da mulher negra no acesso ao atendimento a saúde”

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As especificidades da luta da mulher negra são encontradas no projeto da UBM “Combate a discriminação e exclusão da mulher negra no acesso ao  atendimento a saúde”. O objetivo é contribuir para a humanização do atendimento a saúde, estimulando o enfrentamento das discriminações contra as mulheres negras. Também se propõe a incentivar o controle social de Política Nacional de Saúde Integrada da População Negra, no processo de formação e educação das mulheres negras usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), num esforço para superar os fatores que determinam as expressões de maior vulnerabilidade da população negra como, por exemplo, a anemia falciforme.

A expectativa de vida das mulheres negras é inferior a das mulheres brancas, pois há um potencial das discriminações sobre o bem-estar/saúde, mal-estar/doença. E, como a mulher negra está na interseção das discriminações raciais, de gênero e de classe social, torna-se maior o risco de não ver respeitada a sua identidade pessoal, seu auto-conceito e auto-estima. Desta forma, ações de saúde de combate à discriminação e exclusão no que se refere à mulher negra devem ser desenvolvidas integralmente sem desconsiderar as questões de gênero e as relações  políticas.

Diante deste contexto, a UBM entende que é importante realizar ações que venham contribuir com a  humanização do atendimento à mulher negra. Atuar junto aos profissionais da saúde, as mulheres negras e lideranças de movimentos feministas para que reivindiquem, junto aos órgãos competentes, ações de combate a discriminação no atendimento a saúde da mulher negra.

Saiba Mais – Visando o fortalecimento do combate a discriminação no  atendimento à saúde da mulher negra, o projeto, que é realizado em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), ocorre nas cidades de São Paulo/ SP e Guarulhos/ SP e envolve mulheres de vários segmentos representativos dos  movimentos populares de São Paulo.

Assim como o projeto “Fortalecimento e Controle Social dos Direitos da Gestante a um Parto Seguro”, também promove seminários para mulheres de diferentes segmentos sociais (jovem, negra, sindicalista, GLBT, religiosa, dentre outras) com o objetivo de dar visibilidade à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, além de ampliar o exercício do controle social.

Coordenado por Lia Rocha e Ana Celia, o projeto teve início neste segundo semestre de 2011. No momento está sendo formada a equipe de  colaboradores que vão entrevistar os usuários e profissionais na área da saúde . O projeto conta com o apoio da SEPPIR e encontra-se em fase de aplicação dos questionários.

Projeto “Rede Cultural da Mulher”

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A UBM trabalha em rede para reforçar identidades e promover a construção de cidadania. Em parceria com o Ministério da Cultura, implantou a “Rede Cultural da Mulher”, projeto que envolve quatro Pontos de Cultura nas cidades de Ribeirão Pires/SP, João Pessoa/PB, Goiânia/GO e Niterói/RJ. A implementação destes pontos de cultura representa uma contribuição significativa para a minimização das diferenças entre homens e mulheres.

Segundo a coordenação do projeto, o projeto tem um eixo estrutural denominado Programa Cultura Viva. No aspecto cultural é trabalhado auto-estima feminina e o desenvolvimento da capacidade crítica, podendo resultar numa transformação sócio-cultural. No campo do direito, as participantes tomam conhecimento sobre a legislação que garantem o acesso à arte. Por fim, do ponto de vista econômico, o projeto contribui para o empoderamento social, instrumentalizando as integrantes para a inserção no mercado de trabalho.

A construção de uma imagem plural da mulher trabalhadora só será possível e socialmente democrática se os instrumentos de apreensão, edição e divulgação forem manipulados por estas próprias mulheres.

Sobre o projeto - Desenvolvido através do Ministério da Cultura , é coordenado pela pedagoga, professora de Educação Fundamental na Prefeitura de Santo André, Simony Mascarenhas da Silva, em conjunto com Carla Renata da Silva. Foi retomado no segundo semestre de 2011 e encontra-se em fase de organização, bem como de estruturação por meio das coordenadoras locais. “Estamos atendendo as mulheres nas comunidades e levando a importância da cultura para o empoderamento das mesmas e da superação das desigualdades. É uma forma de proporcionar a qualificação para elas através da cultura”, destacou Simony.

A UBM entende ainda que disseminar uma nova imagem para a mulher trabalhadora é fundamental para o movimento emancipacionista. Hoje, segundo o IBGE (2000), são 43,9% no mercado de trabalho, mas nele, não tem a mesma inserção que os homens. Apesar de ter havido uma expansão em seu nível de escolaridade, não são valorizadas. Elas estão presentes em atividades econômicas menos organizadas, geralmente, no setor terciário, são 40% destas mulheres que estão trabalhando na informalidade e por isso, estão mais expostas ao subemprego e desemprego.

ATIVIDADES:
Paraíba

Oficina de Música Popular (percussão). Instrutora: Nyldete Xavier
Oficina de Dança Popular. Instrutora: Mércia Kênia
Oficina de Teatro. Instrutora: Maria Betânia

Goiânia (coordenadoras estaduais Ana Claudia Barbosa Mendes e Ana Carolina Barbosa dirigentes da UBM)
Informática, com Camilla Resende Ribeiro de Oliveira.
Dança, com Regina Borges Dourado.
Música, com Sarah Medeiros Avelar.
Teatro, com Cristiano Martins de Souza.

São Paulo (coordenadora estadual Mirela Aparecida de Araújo Barbosa, dirigente da UBM).
Arte circense e recreação e Lazer, com Felipe Oliveira Liporoni.
Teatro, com Renato Cardoso.
Street Dance
Manutenção de Micro, com Daniel Donizete.

Projeto “Fortalecimento e Controle Social dos Direitos da Gestante a um Parto Seguro”

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No Brasil, apesar da implementação do Pacto pela Redução da Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde, o país ainda convive com alto índice de mortes maternas. O projeto da UBM “Fortalecimento e Controle Social dos Direitos da Gestante a um Parto Seguro” visa contribuir para a redução de mortes maternas evitáveis, divulgando juntos às mulheres gestantes e profissionais da saúde a LEI 11.634/2007.